sábado, 26 de março de 2011

O TERREMOTO DA TRIZIDELA (EM VERSOS)

TERREMOTO EM TRIZIDELA DO VALE

As tragédias naturais
Quando vêm, vêm de surpresa.
São protestos Divinais
Contra nossa “esperteza”.
É Deus-Pai dando recado
Que ninguém esta preparado
Pra brigar com a natureza.

Agora, recentemente,
Passou na televisão
Que um abalo, de repente
Prendeu a nossa atenção.
Primeiro, um terremoto,
Em seguida um maremoto
Quase acaba com o Japão.

E é porque lá no Japão
A nação toda é treinada.
Toda casa em construção
Pra tragédias são testadas.
Se fosse na Trizidela
Uma tragédia daquela
Não tinha sobrado nada.

Essa minha afirmação
É a mais pura verdade
O fato foi no Japão
Mas teve cá intensidade.
Na Trizidela é o assunto:
As casas do novo conjunto
Racharam mais da metade.

Contou-me uma moradora,
Se é coincidência ou não,
Que o dono da construtora
Veio das bandas do Japão.
Me acreditem vocês
Que foi esse japonês
Que venceu a licitação.

Não precisava engenheiro
Para fazer essa putaria.
Isso qualquer pedreiro
Fazia essa porcaria.
Eu lhes falo com certeza
Pra fazer essa safadeza
Qualquer mela mão faria.

RAVEL DO CORDEL.

Um Brinde a PEDREIRAS.




IGREJA DE SÃO BENEDITO - PEDREIRAS - MA


UM BRINDE A PEDREIRAS


Pedreiras que desde a sua emancipação em 27.04.1920 vive eternamente em festa. Cidade de tantas lutas, de agruras, de sonhos, de pesadelos, de vitórias e algumas derrotas também. "O campo da derrota não está povoado de fracassos, mas de homens que tombaram antes de vencer". (Abraham Lincoln)
  A terra do maranhense do século, João do Vale e do renomado Dr. José Eduardo Moraes Rego de Sousa, o principal nome da cardiologia mundial. Pedreiras uma cidade comprometida com o futuro, porém encontra-se receosa dos riscos que segundo a segundo tem que assumir pela sua grandeza e importância que tem na região do Mearim. Pedreiras vive incessantemente momentos decisivos de luta pela sobrevivência, e quem a ama verdadeiramente, a cada instante, a cada momento, administra as suas carências - que não são poucas!
 Essa terra cantada e decantada em verso e prosa com muita beleza por esse imenso Brasil, nunca experimenta o envelhecimento, pois sua renovação em todos os segmentos é uma constante.
 Pedreiras é sinônimo de cultura e arte. O cartão postal do meu coração não despreza o centro dessa cidade, nem esconde a periferia. Em Pedreiras, os apaixonados vivem a dizer que arte e poesia, brotam das ruas sem asfalto, e segundo os românticos as pedras se alegram; Dom Jacinto veja como é bonito / A igreja preparada pro festejo de São Benedito.
Pedreiras de tantas lendas, mais verdadeira do que a própria história, é um precioso documento que grava, que comove, e fica para sempre na memória do povo. Conhece a velha piada que diz que não pode se esticar a perna em Pedreiras sem antes chutar o traseiro de um poeta? Será então uma lenda que “o poeta é uma mentira que sempre diz a verdade”? Só sei que nessa cidade abençoada até as pedras declamam; Frei Raimundo, tua santa missa é bela / Na igreja de Santo Antônio abençoando a Tresidela...
Devemos cobrar de nós mesmos filhos dessa terra e daqueles (adotados) que a escolherem para morar, que a cada ano que passa, cada momento de trabalho fique marcado no coração de nossa gente, já que pelo menos estamos tentando construir uma cidade melhor, uma vez que não existem fronteiras ou limites para alcançarmos nossos objetivos.
 O caminho das pedras vive no limiar da nossa linha imaginária, pois só elas têm o poder de desatar os nós de poesia, os nós cegos do silêncio, e por isso, com razão, as pedras em Pedreiras nunca se cansam; João Munis, hoje teu boi não dança / João de Bronze, tua arte não me cansa!
A educação é tudo. Ela liberta e eleva a consciência do ser humano. Porém, isso feito com responsabilidade e enquadrado em uma ótica em que primeiramente vem à educação, seguida pela cultura, como pilares formadores de um cidadão consciente, e inerente a isso estão as suas raízes como manifestação da força do seu povo. Daí conclui-se que em Pedreiras as pedras educam; Zé Cirilo vê se aprende a lição / Senão vai entrar agora na palmatória do seu Conceição.   Iraci Melo, Colégio Gonçalves Dias / ver teus alunos doutores é motivo de orgulho e de grande alegria.
Meus ouvidos acabaram de acordar com o som da cidade, com os gritos dos vendedores, com o vozerio na feira, com o som dos alto-falantes, tenho a sorte de morar num bairro em que se ouve o sino da igreja, um som extremamente doce, nessa nota que entoa as pedras tocam e pedem bis; Brandinho dê o tom no violão, / Que Paulo Geovane encanta com a voz saída do seu coração! Chico Viola dê o tom pra Damião / pra ele fazer um repente falando em Diouro e também em João.
Pedreiras é de uma gama infinita de artistas, de uma musicalidade inata. O som é uma voz que circula o ar e que invade a todos nós e nos permite sentir e sonhar. Os sons que tocam no meu coração são os mesmos que tocam na alma. Segundo os deuses, na Princesa do Mearim as pedras se encontram mais do que noutros lugares, mas com uma diferença singular: aqui elas cantam e encantam - Garrincha solte aqui seu vozeirão / Pra enaltecer Pedreiras e encantar o Maranhão!  Pedreiras meu pedaço de canção / minha cidade, minha poesia / Verso, universo da minha alegria / Terra onde plantei meu coração.

Paul Getty S Nascimento
Academia Pedreirense de Letras




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