terça-feira, 19 de julho de 2011

ALICIAÇÃO INFANTIL


Face à situação em que se arrasta o nosso país, devido à má distribuição de renda, em virtude disso às vezes o caos eclode nas chamadas classes sociais de baixa renda (o proletariado). Havendo, portanto no seio da grande família um desequilíbrio de natureza emocional e psicológico quase que irreversível. Os mais atingidos são lares sem uma estrutura cultural sólida, sem uma formação religiosa definida, sem uma oportunidade de trabalho, enfim: sem esperança de um futuro promissor. No entanto precipitadamente alguns entes da família aventuram-se a trilhar caminhos incertos. Submetendo-se à prostituição, drogas, roubos e homicídios.
Portanto não é um problema só dos grandes centros, mas também de famílias conservadoras, como por exemplo, as do interior. Pior. Sofrem demasiadamente vendo o aumento considerável da prostituição infantil; problema social esse estampado diariamente nos meios de comunicação; revistas, jornais e televisão.
É cediço que, nas cidades interioranas Brasil afora existem as famosas MÁFIAS DA PROSTITUIÇÃO, geralmente comandas pelos figurões de alto poder econômico. No entanto quando essas incautas beldades, especialmente as de famílias humildes desabrocham na pubescência exibindo um corpo túrgido e curvilíneo, irradiando com exuberância a sua beleza incandescente, pois é nesse momento que elas começam a receber cantadas indecorosas, e os ‘machos’ lançam-lhes olhares libidinosos, quando não, são freneticamente endeusadas pelos figurões do alto clero, e que célere se entregam no afã de presentes, mordomias e dinheiro. Esse pessoal do alto-escalão – “pseudocordeiro” - alimenta a esperança dessas pobres almas prometendo-lhes emprego, e tudo o que elas aspiram para depois tê-las em profusão. Em viagens de “negócios” levam-nas consigo para a capital proporcionando-lhes um inesquecível fim de semana, cuja esbórnia e concupiscência unem-se ao bel-prazer da carne. Tudo muito efêmero. De volta à cidadezinha, os mafiosos após saciarem-se dos “bens-carnais”, continuam dando-lhes a esperança do tão sonhado emprego prometido.
Infelizmente isso vem acontecendo e autoridades que se julgam “competentes” nada fazem para banir essa corja de aproveitadores baratos de corpos infantis, que vertiginosamente alastra-se, ano após ano, tendo o aval da própria sociedade. Afinal, quem os verdadeiros culpados? A própria sociedade? A família? Não seria uma questão cultural? Sabemos apenas que por falta de vontade e empenho dos governantes que aí estão, o mais elementar básico do básico para a formação e informação do ser humano é a EDUCAÇÃO.
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), grande filósofo do Iluminismo dizia: “o homem nasce bom e sem vícios – o bom selvagem – mas depois é pervertido pela sociedade civilizada em conseqüência das injustiças, opressão e escravidão”.
Sendo assim, devemos nos unir com veemência, e tentar solucionar os problemas de injustiças e de impunidade ocorridos em nosso país. E para que isso aconteça, devemos fornecer mecanismos de defesa contra o arbítrio e a prepotência, dos que estão no poder.

Paul Getty S Nascimento
APL - Academia Pedreirense de Letras

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